Memorial da Rua São Joaquim

Este blog tem como objetivo resgatar a memória dos moradores e ex-moradores da Rua São Joaquim, do bairro Glória da cidade de Porto Alegre - RS.

sábado, 22 de novembro de 2008

Obra Revelada


Obra Revelada

Gostei muito do programa inovador Obra Revelada do Canal Futura (canal 32 da Net) apresentado pelo Prof. Dr. Jorge Coli, titular em história da arte da UNICAMP. Ele entrevista “dois convidados-narradores de diversas partes do país, que [apresentam] obras de arte de sua escolha, localizadas em acervos, coleções particulares ou espaços públicos de seus Estados. (...) Os convidados não são da área de artes plásticas, mas sim escritores, cartunistas, cineastas, matemáticos, entre outros. Suas visões sobre as obras selecionadas [são] uma janela para o público não iniciado sobre as possibilidades de apreciação artística e relacionamento subjetivo com objetos artísticos reveladores da riqueza das artes visuais brasileiras e do patrimônio artístico nacional.”

Nesta última sexta-feira, 21/11, às 22h30 - reprise dia 23/1, às 16h – os convidados foram o astrônomo Augusto Damineli que comentou a escultura “O Profeta, 1970” de Henrique de Aragão (Campina Grande, 1931) e o maestro Luíz Malheiro que dirige a Orquestra Sinfônica de Manaus que analisou o Teatro Amazonas (1896) construído pelo engenheiro maranhense Eduardo Ribeiro e com afrescos do italiano Domenico de Angelis.

O astrônomo Damineli ao comentar a escultura em ferro e vidro “O Profeta” afirmou que para o artista realizar sua obra precisou lançar mão do ferro (elemento de 12 bilhões de anos) e do oxigênio (elemento de 13,5 bilhões de anos) . Estes materiais são produtos das estrelas. A obra em questão é a soma destes vários elementos amalgamados pelo artista Aragão, seu amigo, fruto da sensibilidade e intelecto postos a serviço da arte.

O maestro Malheiro diz que durante os três meses ou mais de ensaios de uma ópera ou peça sinfônica dentro do Teatro Amazonas, este espaço se torna local de trabalho e descanso. Na frente dos balcões dos camarotes têm brasões com pinturas dos músicos: Mozart, Bethoven e outros. No teto é sempre um incentivo olhar a pintura do busto de Carlos Gomes. Às vezes entra numa frisa para pensar sobre a obra que está ensaiando. O maestro quando está desestimulado e pensa em desistir de tudo, sai para a rua e observa a jóia que é o Teatro Amazonas e sua vontade de trabalhar se renova. Campanhas são feitas para a população utilizar o Teatro, mas o povo em geral gosta mais de assistir a Orquestra na praça defronte ao teatro. Espetáculos com 15 mil pessoas são eventos que engrandecem e popularizam a música e a dança clássica.

Fonte: http://www.futura.org.br/main.asp?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Minha Rua


Minha Rua (À memória de meus pais)
Oracy Dornelles

Pobre rua esburacada
De Santiago, eu te saúdo!
Tu nunca disseste nada
Como si soubesses tudo.

Nunca foste compreendida
Porque és humilde demais.
Mas cada pedra elucida
Teus sentimentos reais.

Há saudades erradias
Dentre o sulco das carretas,
E vivas filosofias
Sufocadas nas sarjetas.

Não há ninguém que te queira
E seja como eu tão bom,
Do que a própria polvadeira
De teu vestido marrom;

Porque ela forma, no vento,
Desenhando estranhos termos,
Rascunhos de pensamento
Para nós nos entendermos.

(Alegorias encerra
Que, talvez, entenda eu só)
– Bendita faixa de terra
Ornamentada de pó

– Santiago, rosal dos pampas,
Teatro de amor e peleias,
A altaneria que estampas
Fecunda sangue de veias.

Mergulhando noite adentro
Santiago desvenda e aprova
A tristeza aqui do “Centro”
E os sonhos da “Vila Nova”.

Minha rua, tu me abrasas
Singela assim, ao rigor,
Com dois colares de casas
Toda bordada de dor.

Vejo menos do que viste,
Embora tarde conclua,
Pois aprendi a ser triste
No teu silêncio de rua.
Agonia das Trevas, primeiro livro do autor, lançado em 1954.

Oracy Dornelles [Nasceu em Santiago(RS) no dia 26 de junho de 1930], poeta, pintor, caricaturista, escultor, agora o número 01 do projeto Santiago do Boqueirão seus poetas, quem são?, do Curso de Letras da URI. O homem do jogo articulado da sintaxe, dos símbolos inovadores, das esculturas gigantes, das pinturas micro, dos livros, discos e dos filmes raros, da conversa com acidez crítica, espiritualista que cultua a natureza: dos insetos, cães, às galáxias. Um exótico amigo que encontra a alegria de viver quando executa a criatividade.
Fonte: http://www.terradospoetas.com.br/autores.php

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Linha do tempo: refrigerantes - Parte 3

1991 - A Coca-Cola bate um recorde histórico: o conjunto de suas marcas responde por 60% do mercado brasileiro de refrigerantes. E coloca o Brasil como o terceiro mercado em volume do mundo, depois apenas dos Estados Unidos e do México.
- A Coca-Cola investe US$ 20 milhões patrocinando o Rock in Rio II.

1992 - Comemorado o cinqüentenário da Coca-Cola no Brasil. A empresa promove a exposição "Coca-Cola 50 anos com arte", reunindo 25 cartazes criados por artistas plásticos e fotógrafos brasileiros, nos Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio.
- Chegam ao Brasil as Coke Machines - máquinas de vender refrigerantes em lata. Inicialmente foi através do sistema de fichas.
- Inaugurada em Jundiaí (SP) a maior fábrica da Coca-Cola na América Latina.
- O Sprite Lima Limão chega ao mercado.

1994 - O Guaraná Brahma sofreu uma alteração em sua fórmula e foi relançado como o Novo Guaraná Brahma.

1995 - O sistema de fichas das Coke Machines começa a ser substituído em julho de 1995, quando é lançada a primeira máquina do país a aceitar diretamente notas de R$ 1.
- Antarctica lança o refrigerante Pop Cola.
- Indústria e Comércio de Bebidas Conquista lançam o Conquis-Cola.

1996 - Passa a fazer parte do portfólio Brahma a bebida isotônica Marathon.
- O Pop Cola Diet foi agregado à linha de refrigerantes da Antarctica.

1997 - Surge o primeiro refrigerante light do país: a Coca-Cola light.
- Lançado o Guaraná Kuat.
- Brahma lança as marcas Baré Cola, Baré Tutti Frutti e Frisante Polar.
- A Brahma adquire a concessão para fabricar, comercializar e distribuir o chá gelado Lipton Ice Tea.
- A Brahma passa a fabricar, comercializar e distribuir os produtos Pepsi no Brasil.
- Brahma Lança o primeiro guaraná light do Brasil, o Guaraná Brahma Light.

1998 - O cartaz do Grapette Diet recebe diversos prêmios: Colunistas 1998; 4º Prêmio Promoção Rio de Janeiro 1997/1998 e London International Advertising Awards 1998
- Lançada a Pepsi Light.
- A Indústria e Comércio de Bebidas Conquista apresenta ao mercado o refrigerante de abacaxi.

1999 - O Cartaz da Grapette Diet recebe mais um prêmio: Anuário de Criação de São Paulo 1999.
- O guaraná Coroa passa a ser exportado para os Estados Unidos, Canadá e também para a Suécia, neste último sob a denominação Tropisoda.
- Lançado o Guaraná Kuat Light.
- A The Coca-Cola Company compra a Cadbury Schweppes em julho, passando a produzir e distribuir as marcas Schweppes Tônica, Schweppes Club Soda e Schweppes Citrus.
- Brahma e Antarctica se fundem e criam a AMBEV.
- Em parceria com a PepsiCo, a AMBEV anuncia a internacionalização do Guaraná Antarctica durante audiência na Presidência da República.
- A Pepsi lança o novo conceito "Eu quero mais"
- Desenvolvido o Pepsi time 99, composto por 30 jogadores que protagonizam campanhas bem-humoradas.
- Lançada a "Promoção Bolada Pepsi", que sorteia R$50 mil entre os consumidores, todos os dias durante um mês.
- Em campanha inspirada no filme Star Wars, Pepsi lança 100 milhões de embalagens decoradas, e coloca na TV um comercial com roteiro baseado em cenas reais do episódio.
- Ronaldinho Gaúcho passa a integrar o Time Pepsi 1999/2000, ao lado de Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos, entre outros.
- Para celebrar a virada do milênio, a Pepsi coloca no mercado 100 milhões de embalagens alusivas à ocasião.

2000 - A Coca-Cola lança a sua água mineral, a Bonaqua, com embalagens reforçadas para assegurar a pureza do produto.
- Os produtos Schweppes - Tônica, Citrus e Club Soda começam a ser produzidos e distribuídos no Brasil pelo Sistema Coca-Cola.
- A Pepsi anuncia o patrocínio de R$ 20 milhões ao Corinthians.

2001 - Relançada no mercado brasileiro a garrafa contour de 237ml, marca registrada da Coca-Cola, criada em 1916.
- Coca-Cola comemora 115 anos de vida no dia 8 de maio.
- Com investimentos da ordem de R$ 20 milhões, a Coca-Cola entra no mercado de sucos prontos com Kapo, bebida à base de suco natural de frutas e rica em vitaminas C, B1 e B6.
- O Guaraná Antarctica é a marca escolhida para patrocinar a Seleção Brasileira de Futebol por 18 anos.

2002 - Surgem os refrigerantes Pepsi Twist e Mountain Dew.
- O Guaraná Jesus, que nunca teve a sua fórmula modificada, é incorporado à Companhia Maranhense de Refrigerantes
- Pepsi lança o Pepsi Twist e Pepsi Twist Light, sob o slogan "Todo o sabor Pepsi com um toque de limão".

2004 - A Refrigerantes Coroa lança nova linha de refrigerantes no Espírito Santo: Capixaba, nos sabores guaraná, cola, limão, laranja e uva.
- Coca-Cola lança Fanta Laranja Mix: refrigerante que mistura os sabores laranja e tangerina.
- AmBev lança Guaraná Antarctica Zon. Com mais guaraná em sua composição, é o primeiro refrigerante funcional do país.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Linha do tempo: refrigerantes - Parte 2

1953 - Chega ao Brasil e Pepsi Cola.

1957 - Coca-Cola lança, em parceria com o jornal Última Hora, o concurso Tamborim de Ouro: a escola que faz o mais belo desfile e o melhor samba, tendo como tema a Coca-Cola, é a grande vencedora. A Portela é a grande campeã por três anos consecutivos.

1959 - A Coca-Cola promove a venda a domicílio em São Paulo para implantar o conceito de vasilhame em casa. Era a Coca-Cola família que chegava.

1960 - A Amaral e Botega Ltda. compra a Fábrica de Bebidas Conquista e comercializa refrigerante sabor guaraná.

1961 - É lançada embalagem de 290ml da Coca-Cola.

1962 - O concentrado da Coca-Cola, até então importado, passa a ser produzido no Brasil, no Rio de Janeiro.

1963 - É lançado o slogan "Quem bebe Grapette repete".

1964 - A Divisão Brasil da Coca-Cola lança sua segunda marca: a Fanta Laranja.

1970 - Chega ao Brasil a primeira máquina post-mix, no Rio de Janeiro.
- Inaugurada a fábrica da Coca-Cola em Manaus.

1971 - A Antarctica inicia o plantio do guaraná na Fazenda Santa Helena, iniciativa que permitiu à empresa aprofundar os estudos sobre a cultura do fruto.
- Coca-Cola lança a Fanta Uva.
- Amaral e Botega Ltda. Adota a razão social Conquista e lança mais um produto: o refrigerante de laranja.

1972 - No Rio de Janeiro, cerca de 200 estudantes da Escola Americana gravam o comercial de Boas Festas da Coca-Cola em uma área da Rocinha, ainda despovoada: o trecho sobre o Túnel Dois Irmãos.
- Ao se associar à Fratelli Vita, a Brahma passa a contar com mais três produtos em seu portfólio: a Sukita, o Guaraná Fratelli e a Gasosa Limão. No mesmo ano chega ao mercado a garrafa personalizada: de vidro incolor, com o nome gravado no vidro, uma inovação para a época.

1974 - Indústria e Comércio de Bebidas Conquista automatiza seu parque industrial.

1976 - A Brahma lança a embalagem retornável de 1 litro para sua linha de refrigerantes.

1977 - Antarctica lança o Pop Laranja.

1980 - A Coca-Cola institui o Troféu Atleta, para premiar os craques do futebol e do esporte amador.
- A fábrica da Sociedade Industrial de Refrigerantes Flexa deixa o Ponto Cem Réis, em Niterói, e se transfere para uma área de 24 mil metros quadrados em São Gonçalo, onde permanece até hoje.

1981 - A Companhia Maranhense de Refrigerantes, franqueada da Coca-Cola, passa a engarrafar o Guaraná Jesus.
- O Grapette é cantado por milhares de brasileiros na música da Blitz "Betty Frígida" (Hey Betty, vamos tomar um grapette?

1982 - A Skol lança seus refrigerantes Laranja Sport, Guaraná Sport e Limão Sport.

1983 - Já sob o nome de Refrigerantes Coroa, a empresa expande o seu parque fabril e diversifica seu mix de sabores, produzindo uva, tangerina, cola, tutti-frutti, guaraná, laranja e limão.
- Lançada a campanha "Coca-Cola É isso aí", um marco na história da empresa.
- A Coca-Cola torna-se presença exclusiva no Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, vencido por Nelson Piquet. A marca permanece fiel às pistas até 1988.

1984 - Lançamento do Sprite (sabor limão).

1985 - Coca-Cola patrocina o primeiro Rock in Rio.

1986 - Os cem anos da Coca-Cola são comemorados em todas as partes do mundo.

1987 - O Verão de 1987 tem um som especial: a música águas de Março, de Tom Jobim, imortalizada na voz de Elis Regina, torna-se a melodia de uma das melhores campanhas mundiais da Coca-Cola. No Brasil, a música ganha até uma nova letra, que leva ao público uma mensagem de otimismo.
- Depois de ajudar a remodelar o Maracanã, a Coca-Cola firma o maior contrato esportivo feito por uma empresa privada no país até então: o patrocínio da Copa União.

1988 - A Coca-Cola lança a tampa de rosca.
- As miniaturas são relançadas, ainda com mais sofisticação e realismo: um mini engradado para cada seis garrafinhas.

1987 - Os refrigerantes Skol receberam uma nova identidade visual.

1988 - Lançadas em todo o Brasil as embalagens garrafa retornável de 1 litro e a one way (descartável) 250ml para a linha de refrigerantes Brahma.
- Os refrigerantes Pepsi Cola, Sukita, Guaraná Brahma e Limão Brahma passam a ter tampa de rosca.

1989 - É introduzido no mercado a linha diet dos refrigerantes Antarctica
- A Coca-Cola é eleita o refrigerante oficial do verão.
- A Refrigerantes Pakera, localizada em Magé, no Rio de Janeiro, adquire 50% da marca Grapette no país.

1990 - Lançada a Fanta Laranja Diet.
- O concentrado da Coca-Cola passa a ser produzido na fábrica de Manaus.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Linha do tempo: refrigerantes - Parte 1


O timeline da indústria de refrigerantes

http://www.abir.org.br/article.php3?id_article=395

1772 - Nasce o refrigerante, quando o químico inglês Joseph Pristly impregnou água com gás carbônico.

1871 - Surge a indústria do refrigerante propriamente dita, nos Estados Unidos, com o lançamento do primeiro refrigerante com marca registrada, o Lemon's Superior Sparkling Ginger Aleã.

1886 - Nasce em Atlanta, nos Estados Unidos, a Coca-Cola, que leva mais de meio século para chegar ao Brasil.

1893 - Caled Bradham, um farmacêutico da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, inventa a bebida "Brad's Drink", com o intuito de suavizar o mal estar causado pelo desequilíbrio do ácido péptico no estômago.

1898 - A "Brad's Drink" fica oficialmente conhecida por "Pepsi Cola", em razão da associação ao ácido péptico.

1907 - A Brahma renova a marca Excelsior para refrigerantes, que havia adquirido da fusão com a empresa Teutônia.

1909 - A Brahma registra a Água Savoia.

1912 - Iniciada a produção da Soda Limonada Antarctica.

1914 - Lançada a Água Tônica da Antarctica.

1918 - A Brahma lança seis sabores de refrigerantes: Água de Mesa Cristal, Ginger-Ale, Berquis, Soda Limonada Especial, Soda Limonada e Sport-Soda.

1919 - A Brahma lança sua Água Tônica de Quinino.

1920 - Em São Luís do Maranhão o farmacêutico Jesus Norberto Gomes cria o Guaraná Jesus, um refrigerante sabor canela.

1921 - Antarctica inicia a produção do Guaraná Champagne.

1924 - A Companhia Cervejaria Brahma registra o primeiro guaraná da o Guaraná Genuíno.

1926 -Brahma lança o Guaraná Athleta.

1927 -Brahma registra o Guaraná Brahma.

1930 - Brahma lança Soda Laranjada.

- Elaborada fórmula para refrigerantes gasoso com sabor de uva, nos Estados Unidos, batizado de Grapette.

1939 - É fundada a Schincariol, em Itu (SP), que fabricava a Itubaína sabor Tutti-Frutti.

1941 - A Coca-Cola começa a ser produzida em Recife e logo depois, também em Natal, em minifábricas.

1942 - Saem as primeiras garrafinhas de Coca-Cola de 185ml, a única embalagem existente na ocasião.

- Instalada a primeira fábrica brasileira da Coca-Cola, no bairro de São Cristóvão (RJ).

1943 - Inaugurada a primeira filial da Coca-Cola em São Paulo.

1945 - Entra em operação a segunda fábrica carioca da Coca-Cola, com uma moderna máquina capaz de produzir 150 garrafas por minuto.

- Inicia-se pela cidade de Porto Alegre, o processo de franquias da Coca-Cola no país.

1946 - Sociedade Industrial de Refrigerantes Flexa, passa também a fabricar em Niterói o Mineirinho, refrigerante feito a partir da planta Chapéu de Couro, encontrada na flora brasileira.

1947 - A Liquid Carbonic, que produz gás para bebidas, instala-se no país.

1948 - O Sistema Coca-Cola se amplia e surgem mais 4 franquias.

- A Coca-Cola lança e patrocina o programa "Um milhão de melodias", na Rádio Nacional.

- O Grapette chega ao Brasil através da Companhia de Refrigerantes Guanabara. O primeiro refrigerante sabor uva do país.

1949 - Surge a Cia. Fluminense de Refrigerantes, em Porto Real, distrito de Resende (RJ), uma das mais antigas fábricas da Coca-Cola no Brasil.

1950 - Criada a fórmula do Guaraná Taí.

- A industria Roberto Kautsky, produtora de Néctar de Laranja Coroa, entra no ramo de refrigerantes. Importa da Alemanha maquinário para produzir 1,8 mil garrafas por dia.

1951 - As primeiras setenta grades de Guaraná Coroa seguem para Vitória.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Todas as maçãs vinham da Argentina




Todas as maçãs vinham da Argentina, de Luiz Ruffato

Todas as maçãs vinham da Argentina
aninhadas em sedosos lenços lilazes,
perfume transbordando da madeira,
invadindo as brancas manhãs faceiras,
uniformemente colegiais.

Nuvens e verduras murcham agônicas
em finais de tarde sempre primaveris:
ansioso, sua uma maçã argentina na mão,
olhos empurrando os ponteiros do relógio:
aguardo meu pai na sala de visitas do hospital.

Luiz Ruffato publicou "Histórias de Remorsos e Rancores" (1998) e “Os sobreviventes", (2000), ambos coletâneas de contos. Ganhou os prêmios APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional com o romance "Eles Eram Muitos Cavalos", de 2001. Em 2002, publicou "As máscaras singulares" (poemas) e "Os Ases de Cataguases - contribuição para a história dos primórdios do Modernismo" (ensaio). Em 2005, saíram "Mamma, son tanto felice" e "O mundo inimigo", dois primeiros dos cinco volumes projetados do romance "Inferno provisório". Esses romances foram premiados pela APCA como melhor ficção de 2005. "Eles eram muitos cavalos" está publicado também na Itália (Milano, Bevino Editore, 2003), na França (Paris, Métailié, 2005) e Portugal (Espinho, Quadrante, 2006).

domingo, 9 de novembro de 2008

Jogos & Brincadeiras - 01


Jogos&brincadeiras

Bolinha de gude - Para começar o jogo, traça-se uma linha no chão, e os competidores jogam o mais próximo da linha. Aquele que ficar mais próximo será o primeiro, e assim sucessivamente. Numa raia circular se fazem as apostas com x bolinhas. Inicia-se o jogo que tem como meta tirar o máximo de bolinhas da raia, caso a bolinha do competidor cair na raia, ele deverá pagar um número x de bolinhas pré acertado. Os competidores mostravam acertavam a bolinha adversária a três a quatro metros de distância.

Máscara/caveira com a casca da melância. Esculpir na casca da melancia uma caveira. Colocar uma vela acessa na concavidade para assustar os passantes.

Chincha - A chincha era feita de madeira ou pedra com base lisa. Numa raia são casadas carteiras (embalagens) de cigarro vazias, dobradas como os cobradores de ônibus dobravam o dinheiro das passagens. jogava-se a chincha para tirar as carteiras da raia.

Ferrinho - Um pedaço de ferro de construção, fininho, com uma ponta afiada numa das suas extremidades. Risca-se no chão um triângulo de um palmo de cada lado, distantes de quatro a oito metros aproximadamente. Combina-se no início do jogo, o tamanho dos espaços para "andar" com o ferrinho. P. ex, a medida de um pé de um dos competidores que será a medida padrão, ou dois pés, etc. O jogador deverá sair de sua casa, uma ponta do triângulo, e fincar (cravar) o ferrinho dentro da distância acertada e sair de sua casa e passar pelas casas dos competidores e voltar para a sua. No caminho e riscado no chão o trajeto de cada jogada. Será o vencedor quem fizer todo o trajeto até chegar em sua casa. O jogador ao cravar o ferrinho passando a distância acertada, dará lugar ao próximo competidor e assim sucessivamente. O competidor deverá traçar seu etinerário paralelo a marca do seu competido. em enhuma situação poderá queimar a linha do adversário, ou seja, cravar o ferrinho em cima da linha do trajeto do seu adversário, ou ultrapassá-la Os trajetos são paralelos, e o competidor passa por cima de seu adversário. Isto é queimar, desta forma assume o jogo o próximo competidor.

Luta de espada – Espada elaborada com ripas de madeira ou galhos de árvore. Só vale acertar o competidor da cintura para baixo. O punho da espada era feito com a tampa da cera Cachopa.

Cela - Cava-se um número de buracos no chão do tamanho em que possa caber uma pequena bola de borracha - do tamano de uma bola de tênis - igual ao número de jogadores. Cada jogador sabe de antemão qual é o seu buraco. Joga-se três bolas por jogador nos buracos cavados. O jogador irá pegar a bola que caiu no seu buraco e tentar acertar um dos competidores. Caso acerte a bola, este competidor irá ganhar uma marca (filinho) em seu buraco (feito de graveto). O jogador que foi acertado três vezes, ou seja, tem três filinhos irá para a cela e ficará de costas para os seus competidores (muro, poste ou árvore), estes arremessarão três bolas cada um para tentar acertá-lo abaixo da cabeça.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Bom Lugar


O Bom Lugar

“Provas de que existe algures, de fato, o Bom Lugar
Tão convincente quanto o que as crianças acham em pedras e buracos?”
Uma viagem – Parte I, Para onde? W. H. Auden


Olhando-a de frente a casa pintada de bordô era como tantas outras casas dos anos 60 no bairro Glória, em Porto Alegre: simples, de madeira macho-fêmea. Assentada no centro do terreno, à sua direita o corredor de chão batido tinha um caminho central de lajes de arenito, algumas delas já gastas pelo tempo, onde um grupo de crianças se reunia para brincar pela manhã, ler gibis, e inclusive “fazer a guerra”, resguardados no verão pela sombra da própria casa. Cada menino recebia o seu material bélico em condições iguais de potencial de fogo ao do inimigo, e seu exército ao entrar em ação só dependia das estratégias de seu comandante em chefe.

Os soldados, com farda verde-oliva, já vinham com todos os apetrechos, fuzil ou metralhadora, mochila e cantil. Os carros leves (jipes, carros pipas) e pesados (caminhões de transporte, tanques) eram úteis para garantir a retaguarda da tropa de infantaria que era de longe sempre a mais numerosa, e estar a postos para entrar em ação.

O preparo do campo de batalha evocava lembranças de táticas da I Guerra Mundial: cavavam-se trincheiras, onde os soldados ficariam frente a frente com o inimigo. Isso tudo destoava dos homens e de seus uniformes, do armamento utilizado, que tudo indicava serem fiéis representantes dos exércitos do pós Segunda Grande Guerra.
Após a faina de preparar o terreno e posicionar as tropas, os comandantes acertavam o horário de início das hostilidades. O “fogo inimigo” era de verdade, pois as balas, granadas de mão, bombas dos mais diversos calibres, eram escolhidas no mesmo pátio do corredor: pequenas pedrinhas garimpadas no solo, cascalhos, torrão de terra, etc. Essa era a forma inanimada do potencial de destruição. Agora somente a sorte e a maestria de cada competidor no uso deste arsenal iriam depender do andamento do conflito bélico.

Os soldados a postos, as forças em luta agitavam-se, no campo de batalha pairava uma certa lentidão própria da organização e das táticas da guerra de posição, mas os comandantes realizavam as estratégias mais modernas da guerra de movimento, gesticulavam freneticamente, gritavam, lançavam bombas, tinham um campo de visão de 360 graus do terreno, inclusive realizavam ataques como se fossem verdadeiros camicases. Em poucos minutos a destruição e o horror imperavam no terreno, soldados próximos as trincheiras estavam caídos e fora de combate, a contabilidade dos feitos era um misto de matemática aplicada e sensibilidade estratégica para verificar se a destruição de um carro de mantimentos deveria valer o mesmo que um tanque posto fora de circulação. A guerra ia tomando seu rumo até o último soldado do lado inimigo ter tombado.

Estas batalhas matutinas eram reiniciadas mais de uma vez, entretanto tinham um horário predeterminado para serem concluídas: “the game is over” no horário do almoço e o sol a pino já iluminava parte do campo das contendas nunca antes imaginadas pelos Senhores da Guerra.

As mamães chamavam seus guerreiros para o almoço familiar e para depois enviá-los arrumados e com asseio para a escola. Eles saiam do front de luta sujos, mãos calejadas, joelhos lanhados. Era preciso ajudar o dono da casa a recolher os soldados inertes, os equipamentos destruídos, mas por um toque de magia tanto os homens em guerra como suas armas de destruição estavam íntegros e prontos para uma nova batalha.

A guerra acabou! Não temos soldados mortos para chorar e nem civis atingidos por “fogo amigo”, podemos afirmar que aqui estamos construindo o bom lugar para sonhar e viver em paz.

(Salvatore Santagada, 18.04.2003. Sob o impacto da “guerra do Iraque [que] teve início em 20 março de 2003, quando os EUA -- com o apoio do Reino Unido, Espanha, Itália, Polônia e Austrália-- invadiram o país. A justificativa dada foi a suposta existência de armas de destruição em massa em poder do então ditador iraquiano Saddam Hussein, que não foram encontradas.” )
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u383788.shtml

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Superar a Noite Americana


Superar a Noite Americana
O filme Heads of State (Um Pobretão na Casa Branca), de Chris Roch, dá um recado nada sutil sobre os mecanismos do fazer político, mesmo em uma democracia como a americana. A idéia central do filme é metaforicamente uma inversão da técnica cinematográfica Noite Americana (1), ou seja, a mensagem sobre os podres da política é passada sob a luz do sol, mas na realidade representa a noite que queremos superar.
O bordão do final dos discursos do candidato do stabilishment, já há oito anos no poder, diz tudo: Deus salve a América, só para os americanos. (07/06/2008)
Superar a Noite Americana 2
Gostaria de complementar meu comentário. Primeiro fazendo uma pequena correção no bordão não politicamente correto do Senador, uma velha raposa da política, candidato a Presidência. Ele repete a exaustão: Deus salve a América e mais ninguém. Esta expressão reflete bem a visão de uma parcela dos políticos norte-americanos que estão mais voltados aos problemas internos da Nação e, consideram a maioria dos países da periferia uma extensão de seu quintal-mundo.
O filme Um Pobretão na Casa Branca (2003) ao retratar os difíceis meandros da política para uma pessoa que quer levar a frente os interesses legítimos de sua comunidade se assemelha, observado a devida distância de qualidade dos produtos culturais, ao filme A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington), de Frank Capra de 1939. Neste filme um homem ingênuo é eleito para ocupar uma vaga no Senado norte-americano e, embora seus planos entrem em confronto com a corrupção, ele não desiste.
O candidato negro e eleito presidente na comédia de Chris Rock terá espaço político-social no futuro para implementar sua plataforma anti-corrupção e pró-maiorias, ditas também minorias, da população americana? Tomará que ele não desista. (11/6/2008)
Fonte: http://www.bastaclicar.com.br/cinema/filme_mostra.asp?id=87
Votos de um bom governo ao democrata Barack Obama que foi eleito o 44º presidente dos EUA, 04/11/2008. As amplas minorias e com diferentes identidades econômicas, sociais, culturais e ambientais no mundo todo aguardam por uma nova era de garantia plena dos direitos humanos e paz. Os brasileiros apostam no futuro presidente negro. O escritor Monteiro Lobato (2) já acreditava nesta possibilidade em 1926, no seu livro “O Presidente Negro”.

1) A expressão “Noite Americana” se refere a uma técnica especial de fotografia para o cinema. O uso dessa técnica pode fazer com que cenas filmadas durante o dia, sob a luz do sol, pareçam se passar à noite. (Rodrigo Carreiro)

2) UM PRESIDENTE NEGRO QUE A HISTÓRIA ESQUECEU
http://universofantastico.wordpress.com/2008/06/
Coincidência ou não, a Editora Globo, que começou o bem-vindo relançamento de toda a obra adulta de Monteiro Lobato no ano passado, acaba de publicar seu livro mais polêmico: O presidente negro. Publicado originalmente em 1926, portanto há 82 anos (e, curiosamente, no mesmo ano em que Hugo Gernsback, editor luxemburguês radicado nos EUA, iniciou a publicação da revista pulp Amazing stories e cunhou a palavra scientifiction, logo modificada para uma expressão mais fácil de pronunciar e que se tornaria imensamente mais popular, science fiction), foi o único romance para adultos de Lobato, e um livro explicitamente de ficção científica. Escrito por Silvio Alexandre,16/06/2008
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Título Original: Head of State
Gênero: Comédia
Duração: 96 minutos
Origem: EUA
Ano de Lançamento (EUA): 2003
Distrubuidora: Universal Pictures
Direção: Chris Rock
Roteiro: Chris Rock e Ali LeRoi
Produção: Ali LeRoi, Chris Rock e Michael Rotenberg
Música: Marcus Miller e DJ Quik
Fotografia: Donald E. Thorin
Site: http://www.headofstate-themovie.com
Elenco: Chris Rock (Mays Gilliam),Bernie Mac (Mitch Gilliam),Dylan Baker (Martin Geller),Nick Searcy (Brian Lewis),Lynn Whitfield (Debra Lassiter),Robin Givens (Kim),Tamala Jones (Lisa Clark),James Rebhorn (Senador Bill Arnot),Keith David (Bernard Cooper), Stephanie March (Nikki),Jude Ciccolella (Sr. Earl),Tracy Morgan,Nate Dogg.
Curiosidades: Filme de estréia de Chris Rock como diretor.