Memorial da Rua São Joaquim

Este blog tem como objetivo resgatar a memória dos moradores e ex-moradores da Rua São Joaquim, do bairro Glória da cidade de Porto Alegre - RS.

sábado, 13 de junho de 2009

Jogos Infantis


Jogos Infantis
Texto pesquisado na Internet:

Amarelinha ou Academia, jogo ginástico infantil muito antigo e muito espalhado por todo o Brasil. No Brasil é dividida em corpo (ABC), asas, braços ou descanso (DD), pescoço ou inferno (E) e cabeça, céu ou lua (F). Também pode ser com casas numeradas e no topo (Céu), descanso, etc.
Jogam impelindo com um único pé uma pedra chata até a Lua e volvendo ao princípio do corpo, a primeira casa, sem socorrer-se do outro pé. Apenas no descanso é permitido pôr um pé de cada lado. A outra forma de jogar a amarelinha é colocar a pedra na primeira casa e ir saltando num só pé através de todo o desenho e voltar. Passa a pedrinha para a segunda casa e assim sucessivamente até a Lua e regresso ao princípio. Perde a vez de jogar quem tica (toca) o solo com os dois pés ou pisa na linha do gráfico.
A academia ou cademia é conhecida como amarelinha ou marelinha no Rio de Janeiro, maré em minas Gerais, e avião no Rio Grande do Norte. Na Bahia dizem pular macaco.
Em Portugal: jogo da macaca ou pular macaca, jogar macaca (Norte). Pela Extremadura é jogo do homem.Na Espanha: cuadrillo, infernáculo, reina mora, pata coja. No Chile é a rayuela, assim como no Peru. No Chile a conhecem também por luche. Na Colômbia é coroza ou golosa.
Na França é marelle de onde provém os nossos amarelinha e maré. Nos Estados Unidos é jogo de Elementary and Junior High School, e tem nome de hop scotch.

Cobra-Cega ou Cabra-Cega - Material: Um lenço
Essa atividade poderá ser feita com quatro participantes ou mais. Uma idade mínima ideal para essa atividade seria de cinco anos.
Essa atividade poderá ser realizada em qualquer espaço, num salão, no quarto, na sala, no quintal, na varanda...
Coloque o lenço para vendar os olhos de um dos participantes. Faça-o girar duas ou três vezes e depois sair a procura dos outros participantes. Ele terá que pegar um deles e adivinhar quem é sem o mesmo falar nada. Adivinhando, ele passará a venda para o participante que foi pego.

Carniça: Faz-se uma fila de crianças que deverão estar curvado com as mãos apoiadas na coxa. Uma criança começa pulando sobre todos. Quando pular a última carniça o pulador pára adiante esperando que os seguintes pulem sobre ele.

Pular corda ou saltar corda é uma brincadeira tradicional que envolve grande atividade física e coordenação.

Exposição filatélica com a temática sobre os Jogos Infantis no Memorial do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. Foto do Salvatore Santagada: 16/11/2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Árvores das perguntas



Árvores das perguntas
Gilberto Dimenstein
04/03/2009

O artista plástico Jaime Prades estava incomodado com a sujeira que se amontoava num espaço público localizado na rua Soledade, em Perdizes, a poucos metros de sua casa - o lixo atraía ratos e baratas. O incômodo resultou numa descoberta sobre o poder da arte contra a solidão. "Descobri, pela primeira vez, que eu tinha uma vizinhança."

Formado em letras pela USP, Prades preferiu seguir as artes plásticas e fez parte da primeira geração transgressora de grafiteiros que, na década de 1980, fazia intervenções em espaços públicos - foi o grupo que abriu espaço para a moda da arte de rua que iria, na década seguinte, ganhar espaço em SP e projetar grafiteiros no mercado das artes.

A primeira ação de Prades, na esquina da rua Soledade, foi limpar o lixo e impedir os novos entulhos. Depois, fez desenhos, como se montasse uma espécie de instalação urbana - a melhor instalação, porém, seria humana.

Entusiasmados, alguns vizinhos começaram a se reunir naquela esquina grafitada. Um deles decidiu fazer um jardim e aquele ponto ficou com um jeito de praça. Mais pessoas vieram colocar flores.

Na árvore que fica na praça que nascia, Prades fez outra intervenção. Fios amarrados nos galhos movimentavam dezenas de pequenos cartões com perguntas do tipo: "Você é um espectador?"; "Você realiza seus talentos?"; "Quem é você?". Ele batizou a obra de "Árvore das Perguntas".

Aquela árvore chamou ainda mais a atenção dos moradores da redondeza, especialmente das crianças, curiosas com as perguntas - e algumas delas interessadas em também prender seus cartões.

Naqueles encontros, Prades ia descobrindo, a cada dia, novos vizinhos - um professor de literatura francesa na USP (Álvaro Faleiros) até escreveu uma poesia, intitulada "Encruzilhada", em homenagem a todo aquele movimento. "Aquele ponto gerou uma corrente de pertencimento", conta Prades, que ontem teve mais uma surpresa.

Perguntei-lhe o que significava Soledade em português. Não sabia. Poucos minutos depois, voltou com o Aurélio na mão, onde está escrito: 1) Lugar ermo, deserto, solidão; 2) Tristeza característica de quem se acha só ou abandonado. O poeta Faleiros sabia. Um dos trechos de "Encruzilhada" fala na "rosa no deserto de um tempo frio".

Fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content/slecethevu.mmp
Foto: http://jaimeprades.blogspot.com/2009/04/arvore-das-perguntas.html

Ciranda da bailarina

Ciranda da bailarina
Composição: Chico Buarque

Procurando bem todo mundo tem pereba,
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira, verruga, nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem

Futucando bem, todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho,
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida, nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem

Não livra ninguém,
Todo mundo tem remela quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem

Medo de subir, gente
Medo de cair,gente, medo de vertigem quem não tem?

Confessando bem,
Todo mundo faz pecado, logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem

Sujo atrás da orelha, bigode de groselha
Calcinha um pouco velha ela não tem
O padre também pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina

Reparando bem todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília, goteira na vasilha
Problema na família, quem não tem?

Foto: i5.photobucket.com/.../ip0210_bailarina.jpg

Ouça no You Tube
http://www.youtube.com/watch?v=oV9T1TGVjjk